Jejum intermitente: aderir ou não à prática

19 de abril de 2024

“Dra, estou fazendo jejum intermitente. Tirei o café da manhã da minha rotina.”

Afirmação muito comum no consultório quando os pacientes decidem iniciar esta prática por conta própria.

Bem, se esse é o seu caso, com todo carinho e cuidado gostaria de te dizer: jejum intermitente não significa só tirar o café da manhã.

Eu não abriria mão do meu café da manhã!

Isso porque cada vez mais se entende a importância da crononutrição.

Ou seja, comermos de acordo com o nosso relógio biológico.

E aqui vale caprichar no café da manhã — aquele igual ao de uma rainha ou rei, sabe?

E procurar jantar mais cedo, entre 16h e 18h.

Assim, você estaria fazendo um jejum entre 16h a 20h de intervalo entre as refeições e respeitando o horário de descanso do seu corpo!

Outra sugestão seria programar o jejum em dias alternados.

Mas o que fazer na janela alimentar?

Ah, este tempo é ainda mais importante!

Neste período se concentrará tudo o que você vai comer — e precisa ser saudável!

Então, para aderir ao jejum intermitente, o acompanhamento de uma nutricionista como parceira do nosso tratamento é muito importante.

Com a prática, você pode perder peso e melhorar glicemia, insulina e pressão.

O importante é destacar que o jejum intermitente não faz mágica. Você emagrece por déficit de calorias — ou seja, gasta mais do que consome!

Bem, se você continua aqui comigo no texto e está realmente pensando em iniciar essa estratégia, pare e pense:

  • O jejum intermitente se encaixa na sua rotina?
  • Você já passou longos períodos do dia sem se alimentar?

Se respondeu “sim” para uma dessas perguntas, provavelmente você é um forte candidato para essa estratégia.

Lembrando! Desde que você não esteja grávida, amamentando ou apresente algum distúrbio alimentar.

A melhor dieta é sempre aquela que você consegue fazer e manter em longo prazo. Do contrário, pode ficar difícil com o tempo e você vai desistir.

Considere sempre sua rotina, seu estilo de vida e um bom aconselhamento profissional — seja de um endocrinologista ou de uma nutricionista. De preferência, ambos!

Sobre a autora

Artigo escrito pela médica endocrinologista da Clínica Humanitare,

Dra. Roberta R. Penhalbel Pinheiro
(CRM 126383 / RQE 53788).

Dra. Roberta R. Penhalbel Pinheiro - Endocrinologista Humanitare

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